Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

 

Boom imobiliário

Publicado em 4 de março de 2007 - Advogado/Engenheiro Francisco Maia Neto

O ano de 2007 iniciou-se com uma grande expectativa de crescimento no mercado imobiliário, existindo uma convergência de opinião de especialistas e um clima geral de que a explosão está próxima de acontecer, o que tem causado uma série de mudanças perceptíveis.

Esse fenômeno já ocorreu em outros países, sendo o mais recente, entre os ditos emergentes, o caso do México, enquanto o Brasil ainda aguardava uma situação de juros civilizados e o surgimento de uma sistemática legal que garantisse segurança aos investimentos no setor, vistos como pré-requisito a esta situação que ora se avizinha.

Estando o cenário favorável e as pessoas acreditando que as condições permitem olhar para o mercado imobiliário com grande potencial, resta saber quais as opções a serem encontradas no setor, buscando ajustá-las à capacidade financeira e ao perfil de cada um, que pode variar da compra pura e simples de um imóvel, a uma participação em um fundo imobiliário ou à aquisição de ações de empresas construtoras e incorporadoras.

Aqueles que visam à compra de um imóvel devem mirar primeiramente na finalidade desejada, entre as quatro possíveis: uso, valorização, renda ou empreendimento, lembrando sempre que esse tipo de investimento é tido como de grande segurança, estabilidade de renda e liquidez relativa, portanto, não pode ser uma visão de curto prazo ou médio prazo.

Além disso, enquanto a finalidade de uso tem um caráter pessoal, dentro das necessidades de cada um, a de valorização é bastante arriscada, a de empreendimento somente para aqueles que desejam desenvolver um projeto maior e a de renda é a que melhor se adequa ao perfil de investidor.

Outra opção são os Fundos de Investimento Imobiliários, ou simplesmente FII, que começam a se destacar em função da queda na taxa de juros, da diminuição do risco cambial e da melhoria das condições tributárias com a isenção do imposto de renda para as pessoas físicas, podendo significar, além da diversificação, uma perspectiva satisfatória de retorno do investimento.

Esses fundos permitem ao investidor que não possua quantias tão significativas participar de projetos imobiliários de grande porte, tais como shopping centers, hospitais, centros de distribuição etc., sem participar da administração e com relativa liquidez, uma vez que o mercado já dispõe de 63 registrados na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), com perspectiva de abertura de outros este ano.

Como última opção, focada no público com perfil mais agressivo, surgiu no ano de 2006 uma série de aberturas de capital de empresas do setor, o que deve se repetir em 2007, garantindo o aquecimento no setor, cujo sinal manifestou-se no final do ano passado, em cujos dois últimos meses foram anunciados investimentos de quase um bilhão em imóveis comerciais.


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