
Vale a pena comprar imóvel por meio de consórcio?
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Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG |
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Todos aqueles que desejam ou
necessitam comprar um imóvel, especialmente no segmento residencial, mas não
possuem o dinheiro para pagamento à vista, buscam alternativas para realizar
o sonho, que tradicionalmente esteve ligado a um sistema de financiamento, com
cobrança de juros pelo empréstimo contraído. A
alternativa de aquisição de um bem através do sistema de consórcio se
popularizou no país no ramo de automóveis, tendo se expandido para o
segmento de eletrodomésticos, até chegar ao mercado imobiliário, mas sempre
utilizando o mesmo mecanismo, que é o da compra em conjunto. Por
este sistema, as pessoas se reúnem em grupos, cujo número varia de duas a
quatro vezes o número de prestações, pagando cotas mensais e realizando
mensalmente uma assembléia, quando pelo menos um cotista é sorteado. Existe
ainda a possibilidade de aquisição por meio de um lance, onde quem fizer a
maior oferta é contemplado. Em
seguida, o consorciado recebe uma carta de crédito para adquirir um imóvel,
que pode ser novo ou usado, um sítio, uma unidade comercial, um apartamento
na praia, ou ainda utilizar o valor creditado para construção ou reforma de
um imóvel que já possua. O
prazo usual é de 120 meses, ou 10 anos, sendo o sistema bastante flexível,
podendo ocorrer antecipação de mensalidades ou quitação do consórcio
quando julgar conveniente, havendo ainda a possibilidade da adesão a um grupo
já em andamento, sendo que as prestações são corrigidas pelo índice
setorial da construção civil. Com
base nestas premissas gerais, existe um consenso que o sistema de consórcio
para aquisição de imóveis é recomendável e vantajoso para quem pensa em
adquirir um segundo imóvel ou está economizando dinheiro para uma aquisição
programada da casa própria, mas sempre tendo em mente que não é adequado as
situações emergenciais, pois compreende um planejamento de médio e longo
prazo. Além
disso, é importante acrescentar que esta sistemática de aquisição de imóveis
vem apresentando um vertiginoso crescimento, tendo experimentado um incremento
superior a 35% no último ano, cujo número de participantes ativos supera a
marca de duzentos mil consorciados. Por último, cabe recomendar que antes de aderir ao sistema a pessoa tire as dúvidas junto à administradora, que tem que estar autorizada a funcionar pelo Banco Central, bem como o interessado poderá contactar os órgãos de defesa do consumidor sobre eventuais desvios, além de analisar em detalhes o contrato, verificando todas as cláusulas, e se as informações são claras e objetivas. |
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