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 Home Equity

 

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

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Nos últimos anos, vimos uma ampliação dos tipos e formas de créditos oferecidos a pessoas físicas e jurídicas, ou a facilitação deles, caso do crédito consignado, por exemplo, mesmo assim, o oferecimento de garantias ainda cria problemas para grande parte dos interessados em obter o adiantamento de valores, ao contrário do que aconteceu em outros mercados, como o norte-americano e o europeu, existem consideráveis diferenças no oferecimento do crédito e, cuja forma mais habitual de se obter capital de giro com um prazo confortável de pagamento, além de indispensáveis juros baixos, chegou recentemente no Brasil, e denomina-se home equity.

 

Trata-se de uma modalidade baseada na alienação fiduciária, que consiste na transferência do imóvel para o credor, e este permanece como proprietário até que a dívida seja totalmente quitada, por exemplo, no financiamento de um apartamento, o imóvel ficaria em nome do credor, firmando-se, na elaboração do contrato, que ao se quitar a última parcela o ele passa a ser, legalmente, do bom pagador, caracterizando-se como um empréstimo pessoal com garantia do imóvel, que funciona como um refinanciamento do imóvel sem ônus, semelhante ao que já é oferecido no mercado de veículos.       

        

No ano de 2007, o home equity começou a ser praticado no país, e já vem apresentando bons resultados, sendo que, na capital mineira, o pioneirismo ficou por conta do banco Intermedium, possuidor de uma carteira superior aos R$ 10 milhões, iniciado na modalidade em outubro de 2007, cujo valor do empréstimo pode ser de até 70% do valor do imóvel e os resultados obtidos foram tão expressivos que o banco levou a inovação para outras cidades no país.

 

As taxas dos juros são baixas, inferiores aos 2% ao mês, e o pagamento é efetuado entre 24 e 80 vezes, sendo esta uma diferença no home equity tupiniquim comparado ao norte-americano, onde algumas financiadoras de lá, cobram a primeira parcela somente após três anos, apesar de que, o longo período para o pagamento, este quadro contribui para um grande endividamento.

 

Sobre uma possível crise no mercado imobiliário, haja vista a recessão enfrentada pelos americanos, os empréstimos no Brasil são cercados de mais rigor na concessão de crédito, não sendo registrado nenhum caso de inadimplência nos seis primeiros meses de operação com o home equity.

 

Os dirigentes das instituições financeiras que operam nessa modalidade estão extremamente otimistas com os ganhos que a novo viés de crédito pode trazer, e somente uma delas, de médio porte, espera fechar 2008 com uma carteira superior aos R$ 50 milhões, o que demonstra que o home equity tem tudo para, muito em breve, tornar-se o carro chefe dos empréstimos concedidos por algumas instituições, o que levou uma instituição a se tornar o primeiro grande banco a oferecer essa modalidade.

 

Por tudo isso, percebe-se que esta é uma opção que não deve ser deixada de lado para os que pesquisam a melhor forma de se conseguir um empréstimo, especialmente aqueles que cumprem o requisito essencial de possuir um imóvel quitado, especialmente em um cenário de juros crescente, onde as garantias se tornam um fator preponderante.

 

 

 

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