Projeto de impermeabilização

 

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

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Com a proximidade da estação chuvosa está marcado o início da temporada de vazamentos e infiltrações, onde muitos lares irão conviver com goteiras, umidade, mofo, e todos os tipos de dissabores provocados pela ação da água sobre as edificações, além daqueles que já conviveram com esse verdadeiro fantasma da construção civil, que só pode ser combatido com a chamada impermeabilização.

Esta é uma técnica que consiste na aplicação de produtos projetados especificamente para proteger o imóvel da ação das águas, seja proveniente da chuva ou de seu próprio sistema interno, mantendo assim as condições de estabilidade da construção.

 Como a ausência ou inadequação da impermeabilização compromete a durabilidade da edificação, além de trazer prejuízos financeiros e causar danos à saúde de seus ocupantes, torna-se imperativo um planejamento adequado de sua execução, que ainda reduzirá custos e aumentará sua eficiência.                   

Tudo isso porque os efeitos danosos da percolação da água nas superfícies e estruturas afetam o concreto, sua armadura e as alvenarias, deixando o ambiente insalubre, pois traz umidade, fungos e mofo, reduzindo a vida útil da construção, bem como resulta em elevado desgaste físico e emocional dos ocupantes e, conseqüentemente, resultando em má qualidade de vida.

Não obstante estas evidências, que por si só deixam claro a importância desse item, muitos ainda questionam o valor despendido nesta etapa da obra, sem se lembrarem de analisar a chamada “relação custo/benefício”, isto porque, se analisada sob o contexto geral de uma obra, uma impermeabilização representa um percentual variável de 1% a 3% sobre o valor total, enquanto se o problema for constatado após sua conclusão, o custo para refazer todo o processo pode resultar em um acréscimo superior a 20% do valor do serviço.

Em função do elevado índice de ocorrências patológicas na construção originárias de defeitos em impermeabilizações, busca-se, cada dia mais, a garantia e a qualidade em todo o processo.

Dessa forma, assim como já acontece principalmente com as instalações hidráulicas e elétricas, no planejamento de uma obra de construção civil já se incorpora o projeto de impermeabilização, onde o profissional encarregado de planejar esse sistema deverá compatibilizá-lo com o projeto de arquitetura e os demais projetos complementares.

Para desempenhar esta tarefa é fundamental que o projeto esteja em total conformidade com a NBR 9575/2003 (Norma Brasileira para Elaboração de Projetos de Impermeabilização) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), onde o projetista deve analisar o projeto básico da edificação, evidenciando as áreas que necessitem ser impermeabilizadas e indicando os sistemas adequados para cada situação, que poderá ser pré-fabricado, moldado in loco eu rígido.

Mas como impermeabilizar não se resume à simples aplicação de produtos químicos, o processo deve incluir, além do projeto, e indicação dos materiais, mão-de-obra qualificada, orientação aos usuários, detalhamento, especificação e definição dos materiais, serviços e acompanhamento, pois só assim não iremos presenciar os problemas que fizeram inclusive alguns a até venderem um imóvel em função de vazamentos e infiltrações. 

 

 

 

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