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 Inimigo invisível

 

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

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Todos os bens materiais podem, em certo ponto, nos trazer algum transtorno, pelos mais diversos motivos, cujas causas podem ser as mais variadas, mas algumas parecem nos trazer mais problemas do que deveriam, e certamente, a presença de cupins enquadra-se nesta categoria.

Os cupins dividem-se em mais de duas mil espécies, sendo que mais de duzentas (número considerável) – são encontradas em nosso país, sendo lembrados por nós pelo fato de alimentarem-se em grande parte da celulose, o que pode implicar na destruição de livros e papéis em geral, além da madeira.

Dentre as várias espécies de cupim, analisemos o cupim de madeira seca, pois não precisam de maiores contatos com o solo ou com fontes de umidade, vivendo na própria madeira seca e, consequentemente, muitas vezes adotam móveis como abrigo. Quando o ataque dos cupins é longo, os estragos são enormes, e os indesejados insetos podem corroer a madeira, deixando, apenas, uma fina e fraca camada de seu alimento, que lhe abrigam da luz solar. Outra espécie disseminada são os cupins de solo, havendo casos em que edificações construídas sobre grandes cupinzeiros foram praticamente destruídas em míseros dias.

Os métodos para eliminar os cupins são variados, um deles, apesar de sua popularidade, é pouco eficaz. A aplicação de querosene não é, pois, recomendada, apesar de funcionar por vez ou outra, o querosene só obtêm sucesso pela eventualidade de afastar as pragas por seu forte cheiro em alguns tipos de madeira, em geral, fracassa.

Os inseticidas e produtos imunizantes são as formas recomendadas para o fim dos cupins, e alguns deles só podem ser comprados por pessoas jurídicas, no caso, empresas do setor, existindo diferentes formas de aplicação dos produtos.

O pincelamento protege a madeira, revestindo-a somente em suas superfícies, apesar de evitar a entrada de novos insetos, falha no extermínio dos cupins alojados no interior da madeira. É o mesmo problema do borrifamento. A injeção do inseticida é um método com bons resultados, mas apenas em algumas espécies, sendo que a imersão é mais eficaz, mas carece de um tanque no qual a madeira atacada seja submersa, bem como há limites para a penetração dos produtos.

Por fim, temos a fumigação, que é considerado o método mais eficiente, sendo aplicado inicialmente no país na década de 1980, em restaurações de monumentos históricos. No método, gases tóxicos são liberados no local contaminado, após o mesmo ser devidamente lacrado e todo ser vivo que estiver dentro do ambiente vedado irá ser envenenado. Após a fumigação, aconselha-se o uso de outro método, como o pincelamento para evitar a entrada de novos cupins.

Quando o inimigo é o cupim de solo, o problema é maior, pois além de matar o inseto como foi descrito acima, deve-se evitar que o cupinzeiro originário do comedor de madeira não cause mais problemas, sendo necessário, em primeiro lugar, investigar o local exato do foco de cupins. Em seguida, criam-se barreiras químicas para o mesmo, através de valas. Caso isto não seja feito, novas levas de cupins irão emergir por tubulações e causarão mais estragos, além do que é bom lembrar que imunizações freqüentes podem evitar problemas futuros.

 

 

 

 

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